No dia 09 de julho de 2026, foi realizado, no Foro da Comarca de Sapucaia do Sul, o julgamento pelo Tribunal do Júri referente ao caso envolvendo o Depósito CRD Potter, no qual figurava como réu Rudimar da Silva Rosa.
Após 15 horas de sessão plenária, o Conselho de Sentença acolheu a tese defensiva e absolveu Rudimar da Silva Rosa de todas as acusações formuladas pelo Ministério Público.
A defesa foi constituída pelos advogados Dra. Luana Teixeira Xavier, Dr. Antônio Prestes do Nascimento e Dr. Marcelo Von Saltiel, que, desde o início da atuação no processo, sustentaram a inocência do acusado. Ao longo da instrução e, especialmente, em plenário, a defesa demonstrou, com base nas provas constantes dos autos, inconsistências na investigação e falhas na condução do processo, evidenciando a ausência de elementos capazes de sustentar um decreto condenatório.
A absolvição representa o reconhecimento, pelo Conselho de Sentença, de que as provas produzidas em juízo não eram suficientes para amparar a acusação, prevalecendo a tese defensiva de que Rudimar da Silva Rosa era inocente das imputações que lhe foram atribuídas.
A defesa reafirma seu compromisso com a ampla defesa, o contraditório e a preservação das garantias constitucionais, pilares essenciais do Estado Democrático de Direito.
O julgamento, que ocorreu no Foro Central do município, começou na manhã de terça-feira (3) e foi encerrado com a sentença nesta quarta (4), após cerca de 26 horas. Segundo a investigação policial, na noite de 31 de março de 2023, Wesley e Jonathan foram ao estabelecimento para furtar baterias, acompanhados de outros dois jovens que conseguiram fugir. Surpreendidos por funcionários, os dois foram capturados. Os corpos das vítimas foram encontrados na manhã seguinte, em uma estrada próxima ao depósito, com marcas de tortura, mãos amarradas e sacos plásticos na cabeça. Durante o interrogatório, Leopoldo Potter afirmou que um quarto homem, que teria sido contratado para fazer a vigilância naquela noite, seria o autor dos homicídios. Tanto ele quanto Tiago Martins se declaram inocentes do assassinato. Um terceiro suspeito, Rudimar da Silva Rosa, que também trabalhava no local, restou absolvido de todas as acusações. |


































