Na manhã de hoje, em São Lourenço do Sul, a Polícia Civil, por meio da 3ª DECRAB Camaquã, com apoio da Inspetoria Veterinária da Secretaria de Agricultura, deflagrou a 3ª Fase da Operação Três Fazendas, voltada ao combate do furto abigeato.
Durante vistoria técnica realizada em 21 de maio de 2026, foram constatadas divergências significativas entre o saldo de bovinos registrado no Sistema de Defesa Agropecuária (SDA) e os animais efetivamente encontrados na propriedade rural investigada.
• Registros oficiais apontavam 66 semoventes, mas a contagem em campo identificou 86 cabeças de gado.
• As discrepâncias incluíam diferenças na distribuição de sexo e faixa etária.
• O produtor apresentou defesa encaminhada à Secretaria de Agricultura em Porto Alegre, mas as justificativas não foram suficientes para explicar a origem dos animais excedentes.
Segundo relatório da Divisão de Defesa Sanitária Animal, não foi possível distinguir com segurança quais animais tinham origem regular e quais estavam sem respaldo documental. Por isso, todo o rebanho passou a ser tratado como inserido no mesmo contexto fático e sanitário, exigindo medidas restritivas sobre a totalidade dos bovinos.
A 3ª DECRAB Camaquã identificou lançamentos considerados biologicamente inverossímeis, como o registro de 16 nascimentos simultâneos de terneiras fêmeas, cuja probabilidade estatística em monta natural é de 1 em 65.326.
Diante da gravidade dos elementos probatórios, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela apreensão e individualização de todo o rebanho. O pedido foi acolhido, determinando:
• Aplicação de brincos e botons oficiais da Secretaria de Agricultura, tornando os 86 bovinos 100% rastreáveis.
• Manutenção dos animais sob custódia do proprietário, mas com proibição de comercialização até a conclusão do inquérito policial.
• Qualquer movimentação deverá ser comunicada à Inspetoria Veterinária e à DECRAB Camaquã.
• Novos animais adquiridos pelo produtor deverão receber identificação oficial e, por questões sanitárias, só poderão ser destinados ao abate.
A ação representa um marco na repressão ao crime rural, pois alia investigação policial minuciosa com medidas técnicas de defesa sanitária. Com a rastreabilidade implantada, cada bovino passa a ser tratado como um indivíduo único, permitindo:
• Controle automático da evolução do rebanho.
• Registro preciso de vendas e nascimentos.
. Baixa exata do animal encaminhado para o abate
A individualização do rebanho apreendido é considerada pioneira dentre as ações da Polícia Civil, consolidando a Operação Três Fazendas como referência no enfrentamento ao abigeato no Rio Grande do Sul.







































