KEN ROBINSON E A NOVA ESCOLA
Autor, palestrante e
consultor sobre inovação na educação, Ken Robinson defendia um ensino inovador.
Seu vídeo para o TED realizado na Califórnia (EUA), em 2006, trouxe uma
discussão importante até hoje para a educação: como ensinar de modo a atender
os interesses dos alunos e promover a criatividade. Não por acaso, este é o
vídeo mais visto do TED, com mais de 66 milhões de exibições.
Nascido em Liverpool,
na Inglaterra, Ken Robinson era quinto filho de uma família de sete irmãos. Em
2018, disse em uma entrevista ao criador do TED, Chris Anderson, que cresceu
sem saber o que faria da vida. Até os quatro anos, seu pai estava convencido de
que ele se tornaria jogador de futebol, até que a poliomielite acabou com os
planos. A paralisia o deixou oito meses internado e, na sequência, Ken foi
matriculado em uma escola de educação especial. O bom desempenho fez com que
fosse avançado por uma professora. Mais tarde, aos 11 anos, foi a provado para
uma escola de gramática, o que precocemente já indicava uma
trajetória acadêmica.
Por
12 anos foi professor de educação em artes na Universidade de Warwick, no Reino
Unido. Em 1999, comandou uma comissão sobre criatividade, educação e economia
para o governo britânico, que levou à publicação do documento “All our futures:
creativity, culture and education” (“Todos os nossos futuros: criatividade,
cultura e educação”, em tradução livre), conhecido como o Relatório Robinson.
Ele também liderou projetos nacionais e internacionais de educação criativa em
outros países da Europa, e também na Ásia e nos Estados Unidos.
Nas
últimas duas décadas, Ken Robinson conquistou seguidores em todo o mundo por
falar de educação e muito mais por acreditar que as crianças nascem curiosas,
com talentos naturais que devem ser desenvolvidos pelas escolas. Entretanto, o
foco em matemática, leitura e provas, às custas do ensino de arte e de
atividades criativas, acabava por sufocar suas habilidades. “O resultado é que
estamos educando as pessoas a partir de suas capacidades criativas.”
Ele
acreditava que a criatividade é o ato essencial de viver e navegar em um mundo
imprevisível. “A melhor evidência da criatividade humana é nossa trajetória
pela vida. Nós criamos nossas próprias vidas. E esses poderes de criatividade,
manifestados em todas as formas de agir dos seres humanos, estão no cerne do
que é ser um ser humano”, disse na entrevista a Chris Anderson mencionada
acima.
Para
Robinson, muito do que acontece nas escolas é influenciado pelas leis, mas não
é obrigatório. Por exemplo, educar as crianças por faixa etária, oferecer uma
grade horária fixa, usar alertas sonoros para marcar o fim de uma aula ou
traçar uma hierarquia de assuntos. “Essas coisas não são exigidas por lei. São
hábitos institucionalizados que podem ser quebrados, e muitas das escolas que
visito e recomendo estão fazendo essas inovações dentro do sistema como ele é.
Na verdade, não há nada que as impeçam de fazer isso.”
Procure
no YouTube as palestras de Ken Robinson. (Fonte: Porvir.org)
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