O casal que foi acusado de matar o taxista de Camaquã Werno Peglow, foi condenado pela Justiça por latrocínio. Em junho de 2022, no Banhado do Colégio, no interior de Camaquã, a vítima de 66 anos foi encontrada morta em chamas no interior do veículo que utilizava como meio de trabalho.
Os acusados foram condenados a 30 anos de prisão em regime fechado. A defesa tem o direito de recorrer da decisão condenatória, conforme decidido pelo juiz Daniel de Souza Fleury. Os réus continuam presos após o julgamento.
De acordo com a decisão, os acusados premeditaram a prática delitiva, tendo observado a vítima e sabiam de que Werno possuía dinheiro em espécie consigo.
O acusado de iniciais G.L da R., teve a pena privativa de liberdade definitiva em 30 anos de reclusão e em 10 meses e 15 dias de detenção. Já a sua cumplice, que possui as iniciais V.M.V, teve a pena privativa de liberdade definitiva em 30 anos de reclusão e em 09 meses e 10 dias de detenção.
Fleury não concedeu aos réus o direito de recorrerem em liberdade.
Entenda como ocorreu o crime
Por volta das 14h do dia 22 de junho de 2022, os acusados acionaram o taxista Werno Peglow por telefone e solicitaram uma corrida até o Banhado do Colégio. A vítima encontrou os denunciados em local próximo ao Posto Sim.
Durante o percurso, o denunciado abordou o profissional com o uso de uma faca. O taxista reagiu e, diante disso, o denunciado desferiu golpes de faca contra Werno, o que acarretou a morte da vítima.
Após a subtração do dinheiro, os denunciados atearam fogo no automóvel com a vítima dentro e empreenderam fuga do local, levando consigo o dinheiro recém subtraído. Populares perceberam o veículo em chamas e acionaram o Corpo de Bombeiros e a Brigada Militar. Depois, a Polícia Civil foi até o local, realizando os procedimentos necessários, até a chegada do Instituto Geral de Perícias (IGP).
Os acusados teriam subtraído da vítima, a quantia de R$ 3 mil e um aparelho celular. Depois dos fatos os acusados fugiram a pé, sendo flagrados por uma câmera de vigilância
O homem condenado, utilizava tornozeleira eletrônica na época do crime. Dias depois, ele rompeu o equipamento, para dificultar a sua localização. Com a quebra do sigilo da tornozeleira, foi possível constatar que o trecho percorrido por ele e horários batiam com as informações do crime.
Depois de preso, durante depoimento, o acusado disse que cometeu o crime, pois sabia que Werno costumava andar com boa quantia de dinheiro.
O taxista era uma pessoa bem conhecida na cidade e atuou durante muitos anos nesta profissão. Em ocasiões anteriores, já reagiu a outros assaltos e, em determinada ocasião, chegou a desarmar um assaltante.

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