O autor e ilustrador de histórias em quadrinhos João Edimar de Araújo, nome artístico João Eddie, 35, tem se destacado, inclusive internacionalmente, com seus trabalhos retratando mangás. Sua trajetória começa em 2010, quando percebe que através da internet poderia divulgar suas criações com custo zero de divulgação. Eddie começou a produzir seus mangás inspirado por autores que lia na época: Yoshihiro Togashi, Akira Toriyama, Hirohiko Araki, etc. “Foi então que surgiu “TaNoSekai”, meu primeiro trabalho”, relembra. A partir daí o artista não parou mais de desenhar, e passou a participar de diversos concursos e alguns eventos onde comercializa seus mangás.
A abertura para o sucesso no mundo dos quadrinhos teve início em 2018, quando Eddie produziu duas obras para o Round 09 do Silent Mangá Audition, considerado um dos maiores concursos de quadrinhos do mundo. Uma das histórias “Fisherman Tales”, ele produziu sozinho, e a outra “Brothers in Arms”, desenhou em parceria com o reconhecido roteirista gaúcho Marcel Ibaldo.
No canal virtual Omelete, especializado em cultura pop, ele é apresentado assim: Seus trabalhos foram publicados em portais de mangás nacionais até receber seu primeiro prêmio no segundo Brazil Mangá Awards. Foi premiado seis vezes no Silent Manga Audition, concurso internacional da editora japonesa Coamix. Na última dessas vitórias, levou também o prêmio Unesco Award e teve seu quadrinho “Invisible” publicado em um catálogo distribuído em escolas da Tailândia.
Depois de diversos trabalhos e premiações o artista gráfico acaba de lançar seu primeiro livro: o mangá brasileiro “Joy Comet”, uma história que conta as aventuras da androide melancólica Joy Comet e seu parceiro Quindim, onde eles enfrentam androides, alienígenas e um governo fascista intergaláctico.
O mangá de ficção científica com mais de 250 páginas, criado pelo camaquense João Eddie foi publicado pela Draco através de financiamento coletivo no Catarse. Vale lembrar que a primeira obra de ficção científica produzida no Brasil provavelmente tenha sido o romance “A Liga dos Planetas”, do camaquense pouco conhecido entre nós, Albino José Ferreira Coutinho (1860-1940).


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