JOVEM PASSA EM QUATRO FACULDADES DE MEDICINA
Adolescente
de Santos, no
litoral de São Paulo, realizou o sonho ser aprovado em quatro universidades públicas de
medicina. Com apenas 17 anos, Jorge Mathias Santos se dedicou no terceiro e
último ano do ensino médio a uma rotina exaustiva de estudos para ingressar no
curso. Ele revelou que chegou a passar até 16 h por dia estudando.
O jovem,
que estudou a vida inteira em colégios públicos, conseguiu passar na Faculdade
de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), Faculdade de Medicina e
Enfermagem de Marília (Famema), Universidade Estadual Paulista (Unesp), e na
Universidade de São Paulo (USP), onde escolheu que vai cursar.
Jorge
conta que até o 9º ano do Ensino Fundamental queria cursar engenharia no
Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mas depois viu que não era muito a
“sua praia”. “Na minha cabeça, eu precisava de uma profissão que me extasiasse.
Também gostava de biologia, então acho que uni o útil ao agradável e escolhi
medicina."
Apesar de
sempre ser estudioso, ele revela que começou a levar com mais afinco os estudos
em 2022, quando passou de duas horas por dia estudando após as aulas. “Tinha
que me esforçar um pouco mais. Tinha dias que eu tirava o dia inteiro para
descansar, nada cronometrado, era quando eu sentia que estava esgotado, que não
estava rendendo mais”, diz.
A
dedicação e foco do menino foram confirmados pela mãe, Ana Paula Aparecida
Mathias, que vivenciou de perto essa fase do adolescente. “Ele já vem se
dedicando, não é de agora. Ele seguiu o caminho da irmã, viu que o caminho dela
é meio certo: focar e determinar no que quer realmente. Jorge estudou muito. Eu
lembro que ele acordava às vezes de madrugada para estudar. Em uma festinha,
ele largava tudo e ia estudar. Sempre muito focado”, revelou.
Acreditar no sonho e focar
Os pais
de Jorge deram para ele a escolha de continuar jogando basquete e se dedicando
ao esporte que tanto ama, ou então, direcionar toda a atenção para os estudos.
“Em nenhum momento a gente falou: ‘você vai ter que estudar’. Ele tinha apenas
16 anos. Falei: ‘o momento é seu, a vida é sua, seja consciente e responsável
nessa decisão’. É fantástico ver o quanto a família é importante nessa hora”,
contou Ana Paula.
O
preconceito que a sociedade têm com o ensino público fez com que, por um
instante, Jorge pensasse que não seria possível ingressar em medicina em uma universidade
pública, mas com uma boa base familiar, e estudos fora da escola, o ajudaram a
ter mais confiança.
“É claro
que quando eu via amigos meus, de escolas particulares, com materiais tão bons,
às vezes dava uma desincentiva, porque eu via que eu não tinha o mesmo acesso
que eles”, explicou.
Apesar
das dificuldades, o estudante acreditava que poderia chegar longe, e foi em
busca de condições melhores. No meio de 2022, participou de uma prova e
conseguiu uma bolsa de estudos no Prevest Poliedro, em um curso preparatório
para medicina. (Fonte: Terra)
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