terça-feira, 3 de agosto de 2021

Uso excessivo de telas e baixa umidade do ar podem agravar doença do Olho Seco

Especialista indica tratamentos para reduzir o impacto do problema na saúde ocular

É sabido que a saúde visual é tema de inúmeros estudos a fim de compreender o impacto do uso excessivo de tecnologias, bem como das mudanças climáticas. Embora a medicina tenha obtido resultados interessantes sobre as temáticas, as investigações sobre as consequências seguem. Um dos problemas ocasionados pelos dois fatores é a doença do Olho Seco, uma síndrome em que a produção de lágrimas em quantidade suficiente não existe ou, em outros casos, as lágrimas podem ser suficientes, porém, não possuem a qualidade necessária para manter a lubrificação ocular.
Segundo o Dr. X, a poluição e exposição excessiva ao sol são fatores que comprometem a saúde visual e ocasionam a evaporação das lágrimas. No entanto, o médico alerta que em alguns casos o olho seco pode surgir sem a existência de qualquer problema ocular ou doença visual. O especialista afirma, também, que na maioria dos casos a doença acomete os dois olhos, mas há casos em que é apenas unilateral.
De acordo com o oftalmologista, entre os sintomas mais comuns da doença estão a vermelhidão e ardência dos olhos, bem como a irritação ocular e o desconforto ao usar lentes de contato. Contudo, o impacto das mudanças climáticas pode, em muitos casos, ser sentido e até mesmo ocasionar a doença, sendo estes um dos, senão o maior responsável, pelo surgimento da síndrome ocular.
Junto ao uso excessivo de tecnologias, alterações do tempo, nas quais o clima mais seco afeta o corpo humano, a saúde dos olhos também é prejudicada, aponta o médico. Conforme o especialista, os casos de olho seco aumentam não só no inverno, como no verão também.
"O inverno, assim como no verão onde a umidade do ar está baixa ou qualquer época sem chuvas, existe a piora e o agravamento das sensações e visão em virtude da córnea necessitar hidratação constante", reforça médico sobre o impacto da umidade relativa do ar na saúde ocular. Ainda, segundo o especialista, não é apenas a condição climática que ocasiona o problema. A produção lacrimal pode ser afetada também pelo uso de medicamentos específicos como antidepressivos, anti-histamínicos e anticoncepcionais.

Colírios podem ajudar a amenizar o impacto do olho seco, mas nem sempre são solução do problema

Embora a síndrome do olho seco não tenha cura, o especialista explica que existem alternativas eficazes de tratar a doença, desde que utilizadas da maneira correta. O uso de colírios, por exemplo, em primeiro momento permite que os doentes retomem uma vida perfeitamente normal. Contudo, há casos em que o uso de lágrimas artificiais em gota não é o suficiente e, com isso, pode haver a necessidade de utilizar anti-inflamatórios e antibióticos, para controlar o problema.
Diante do agravamento da síndrome, o Dr. X indica que existe uma fórmula mais eficaz para lidar com os efeitos do Olho Seco, o sistema ILUX. A partir desta opção, que funciona por meio de terapia de compressão e terapia localizada quente, os oftalmologistas tratam as glândulas disfuncionais para melhorar os sintomas de disfunção das glândulas meibomianas, responsáveis pela umidificação dos olhos.
“Este é um procedimento não invasivo que restaura o fluxo da parte oleosa da lágrima através da desobstrução glandular que não apresenta contraindicação para aplicação. Entretanto as pálpebras que apresentam micropigmentação na borda tem restrição ao tempo de aplicação”, explica o médico.
Entretanto, ainda que o tratamento por meio do sistema ILUX seja uma indicação eficaz, segura e uma novidade entre os cuidados para a saúde visual, o Dr alerta que, além da consulta com um oftalmologista como forma de verificar um possível problema de olho seco, é crucial que a população tome medidas preventivas para a saúde da visão.

JEAN COSTA
Jornalista



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